terça-feira, 27 de setembro de 2011

E tudo continua...

A única coisa que eu consigo fazer é gerar enormes textos sobre tudo o que aconteceu, sinto um aperto enorme no coração quando me lembro de ver a autodestruição nas pessoas, em uma delas particularmente eu sinto mais, porque me parece que eu tenho parte nisso, parece que um pouco da culpa é minha.

Os dias de encontro comigo mesmo se passam, ainda não consegui organizar as minhas coisas. Os projetos estão andando, engraçado que está tudo caindo em tempo certinho, como se eu tivesse um espaço para pensar no passado e analisar tudo que se passou e ainda não deixar as coisas atrasadas.

Esse ano vai ficar marcado... como um dos melhores anos da minha vida. Eu voltei a sentir, eu vou ter a emoções, o robô está caindo os pedaços, no lugar, alguém mais humano surge, com todos os erros e defeitos, estragando o mundo, irritando as pessoas, ficando triste, se arriscando, vivendo na borda.

Porém não atinge a borda má da vida, tenho honra e dignidade. Tenho também orgulho, algumas dessas coisas me impedem de embarcar numa vida de boemia e de coisas piores, que bom que eu tenho esse senso.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Feriado de mim mesmo

Não, não estou copiando, é que também conheço a história.

Eu até podia me identificar com o "Feriado de Mim Mesmo", eu até podia entrar nas viagens psicodélicas, se já não estou nelas, podia começar a procurar a barata para estabelecer contato, podia ir além, porém vejo que já estou acima disso e que isso é um estado conservativo que eu não desejo me prender e só me deixaria mais doente, apenas entrando mais uma pessoa no mundo com os sintomas, apenas me limitando a uma vida medíocre novamente, já passei por isso, sei sair, tenho coragem. 

Afinal qual é o pior que pode acontecer em me expor? Me sentir perdido ou com medo de me perder? Sofrer preconceito? Que me crucifiquem por eu ser quem sou! 

Me sentir com medo? Me sentir com medo de tudo? Bah! isso eu já posso estar e se ficar pior? E daí? No máximo é a morte, e no mais, sempre tem alguém para ajudar, se existe outro lado da vida, também existe Deus, então é aí que está minha força. Se existe o mal, existe a luz, então mesmo que eu fique nas sombras irei querer a luz de qualquer forma, sofrer pra quê? Me culpar pra quê? Todo pessimismo só me faz sofrer e faz sofrer outras pessoas.

Toda culpa, toda mágoa guardada só faz meu mundo pequeno e limitado, e eu não ocupo nem 2 metros da Terra, tenho aí um planetão pra eu andar a vida toda sem conseguir ir a todos os lugares. Tenho tempo para conhecer mais pessoas, para sofrer novamente, para me corrigir novamente.

As forças vão e voltam, eu procuro ajuda, as pessoas me ajudam, eu volto. Assim o mal que eu faço vai sendo combatido, assim eu vou me equilibrando para meu papel no mundo. Espero que essa bipolaridade passe logo para eu seguir criando. Arte, quero arte!

Bom, rendido então a um tempo para mim, não é esse a mensagem principal?
Ok então, balanço da vida. Balanço do sentimento, hora de redescobrir novamente os valores, de redescobrir novamente o mundo.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nova identidade, novos valores.

Amigos não leiam. Não leia você que não é meu amigo tb. É apenas um grito.

Hoje eu não choro de paixão, eu choro pela culpa de ter me deixado levar pela paixão e ter ferido quem eu gostei, ter ferido um ser humano sentimentalmente, sendo insensível, sendo frio, mesmo quando eu gostava por dentro, porém eu era um robô, me deixei modelar pela sociedade, me deixei modelar pelos traumas e pelas rasteiras da vida, vivia escondido, vivia fugindo de mim mesmo. 

Hoje, eu sou o próprio muro de traumas caído, procurando os tijolos, tentando botá-los em ordem para saber de onde vieram, de onde surgiram, para aí então me esconder dentro do muro novamente, porém, não há mais como, hoje, eu estou exposto. Mudei.

Hoje eu me sinto muitas vezes perdido, não sei o que quero do futuro, não sei o que fazer com o passado, as entranhas do passado me puxam, minha mente não esquece e no final descubro que todo o passado foi inventado por mim, estão em paranoias, estão em neuroses. No final de tudo vejo que o problema sou eu. Me sinto monstro, me sinto desprezível.

Não quero ser pessimista, não quero me culpar, mas sou culpado, fui fisgado por eu mesmo, me sabotei e cutuquei sentimentos alheios e quis controle, mas não são do meu domínio pessoal. Acho que aceito uma segunda chance, mas quero cuidados, quero saber por onde andar, porém sei do caminho incerto e o medo me faz cada vez mais medroso.

Se pudessem ver meu interior como eu mesmo vejo seria melhor, seria melhor sair exposto, seria melhor não sentir culpa por esconder. Onde um rosto amigável em mim existe, por detrás parece esconder algo que eu nem mesmo conheço. Quem sou? Quem sou?

Já li várias vezes que solidão é perder-se a si mesmo, espero que não aconteça comigo. Tenho rezado, coisa que não fazia, tenho pedido a Deus, por mim, meus familiares e meus amigos. Pode até não adiantar, pode até ser em vão, mas a vibração enviada é positiva, assim espero ajudar.

Coisas que eu não sentia antes agora sinto, os sentimentos voltaram e me levam para cima e para baixo tão rapidamente que me sinto oscilante, agora parece que tenho bipolaridade. Enxergo o mundo como algo que quer ferir, enxergo o mundo em um caminho errado, enxergo o mundo desafazendo-se de calor humano, enxergo o mundo com as pessoas descontando suas frustrações umas nas outras, inclusive eu faço e fiz sem pensar. Agora cada vez mais estou mais quieto, só observando e tentando ao máximo não analisar nada, tanto para não atrapalhar nada, quanto para não julgar.

Em um momento seguinte me lembro da frase "não é possível se fazer um omelete sem quebrar alguns ovos" e me lembro que bons resultados atrapalham, nem sempre é possível não estragar algo, mas no final, o mundo é transformação, no final tudo está mutável, no final nada é constante e somos todos uma geleia que escorre pelos dedos. Nisso, então lembro de sacrifício, para conseguir algo é necessário mudar ou desapegar de algo, fazendo assim o sentido da frase.

Hoje, o mundo me assusta, o mundo me amedronta, toda e qualquer fuga de não sentir algum sentimento me leva a um caminho perdido onde eu me autodestruo, todo conhecimento e estudo me leva a um caminho de bem aventurança entre a sociedade, porém é onde me sinto fazendo o jogo deles, onde eu me sinto cooperando com a sujeira no mundo, onde dinheiro e prosperidade material me deixa vazio e novamente me sinto perdido. Todo caminho religioso aniquila meus prazeres carnais. Logo, sem mais, não tenho muito o que fazer muito por aqui.

O único caminho que encontrei foi o de ajudar, ajudar no que eu puder. Para o bem, para o belo, para a verdade, para a arte. Somente neste caminho de caridade e sacrifício por um bem maior da humanidade me identifico. Somente lutando por uma causa ou pessoa é que consigo viver sabendo que no mínimo do mínimo do mínimo posso contribuir para a paz. E todos os dias tentando ser um ser humano melhor.


Eu amo hoje todas as criaturas da terra, por vezes algumas pessoas me parecem atores, me parecem crianças, cheias de esperança e brilhos nos olhos e por vezes enxergo pessoas prontas para exercer a maldade sobre outras. Me encanto com a natureza, mas acho que é porque ela não me faz mal nenhum ou ainda, se faz, é tudo parte de uma lei mecânica-natural que deve ser assim mesmo. "Nós nascemos para acabar." (M. Jeneci).

Como há pessoas más no mundo, como eu sou mal.
Eu não quero estragar mais nada. D'us, me perdoe!

"Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizeis uma só palavra e serei salvo."