sexta-feira, 29 de abril de 2011

Perda da consistência

Talvez dessa última vez eu tenha exagerado na dose.
Conceitos demais de filosofia podem deixar confuso, mas encontramos a saída ou simplesmente paramos de estudá-la aguardando um momento de melhor compreensão. Mas às vezes alguns conceitos de filosofia lidos e você fora do ambiente que gera aquele conceito passa despercebido. Somente quando você está no ambiente é que você faz a associação daquilo que estudou com a realidade e aí já é tarde demais, principalmente se você se envolve e se perde, não roda em separado em sua mente e você acaba criticando a sua própria base de formação, incluindo-se no objeto de análise e vivendo realmente o que você estava estudando.

Quando estamos escrevendo uma história (vivendo algo novo) e acabamos entrando e se envolvendo nela é complicado, porque você participa da história e logo terá que encontrar a saída junto com os personagens e ainda mais, precisará da ajuda e do empenho deles para que a saída do problema seja encontrada.

Alguns dias atrás eu estava totalmente sem controle de qualquer coisa que fosse estável em minha mente, pela primeira vez em muitos e muitos anos eu não tinha ficado nessa situação. Todas as ideias, ideais, supostas certezas e fatos passaram a flutuar sem base alguma para se justificar como existentes ou mesmo ainda uma base para aterrizar.

O mundo realmente estava sendo mostrado em seu pior lado, quando já estamos convencidos de que ele não vale a pena e que está tudo perdido para ser recuperado e nada, mas nada mesmo compensa e deve ser salvo. Era algo para se dizer: Meu Deus, o mal existe!

Mas que bom, que hoje estou bem melhor. E eu já salvaria algumas pessoas, rs, mesmo estando contaminadas, enfim, no mínimo tentar salvá-las. E não estou julgando elas, falo das tristes.

Salva-las de quê?
De viverem a margem da vida, sem conhecer nem um pingo de felicidade, quando a luz já se apagou e nada faz essa luz voltar.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Algum outro lugar. Quem sabe em outros tempos.

Quando a sociedade foi se formando alguns tiveram medo do descontrole e criaram regras para que tudo se generalizasse e contivesse procedimentos padrões para que não precisassem pensar quando tivessem que julgar algum ato incorreto de algum indivíduo dessa sociedade. Então quanto mais acomodados ficavam mais tinham medo de se esforçar, e mais regras eram feitas e padrões impostos em controle mental. Esses padrões e valores evoluíram condenando os diferentes, afinal como ter o controle de uma massa se algo impuro pode contaminar tudo para o caos aparecer?

Alguns indivíduos não sabendo exatamente do que se tratava, só sentiam que haviam uma pressão neles muito mais do que em outros, essa pressão estava de encontro com a condição diferente que eles possuíam, então as pessoas encontram 3 formas de vencer essa pressão:
Primeira: eles se transformam em celebridades distorcidas e com comportamento fora do padrão social, sendo até admirados pela sociedade, às vezes pela coragem de terem sido autênticos e se tornam objetos únicos no mundo, livres de contaminar o resto.
Segunda: se transformam em algo que a maioria da sociedade despreza, vivendo revoltados e sempre querendo serem aceitos da forma que são.
Terceira: se fecham e criam um avatar mental, podem desprezar os grupos das primeiras formas e obedecem fielmente as leis mais importantes da sociedade e logo começam a apontar erros e falhas nela e em outros indivíduos, como num ato de revolta pelo motivo da sociedade ter tal pressão que não os deixem serem felizes como devem ser. Na verdade esse último tipo odeia o fato de serem diferentes, talvez pelo tratamento que eles veem sendo dado aos outros diferentes ou ainda por ter vergonha da revolta dos outros diferentes.
Mas essa última forma é mais complicada que isto ainda e isto dá um post somente sobre eles.

Tudo isto é apenas um nível do problema.