Talvez dessa última vez eu tenha exagerado na dose.
Conceitos demais de filosofia podem deixar confuso, mas encontramos a saída ou simplesmente paramos de estudá-la aguardando um momento de melhor compreensão. Mas às vezes alguns conceitos de filosofia lidos e você fora do ambiente que gera aquele conceito passa despercebido. Somente quando você está no ambiente é que você faz a associação daquilo que estudou com a realidade e aí já é tarde demais, principalmente se você se envolve e se perde, não roda em separado em sua mente e você acaba criticando a sua própria base de formação, incluindo-se no objeto de análise e vivendo realmente o que você estava estudando.
Quando estamos escrevendo uma história (vivendo algo novo) e acabamos entrando e se envolvendo nela é complicado, porque você participa da história e logo terá que encontrar a saída junto com os personagens e ainda mais, precisará da ajuda e do empenho deles para que a saída do problema seja encontrada.
Alguns dias atrás eu estava totalmente sem controle de qualquer coisa que fosse estável em minha mente, pela primeira vez em muitos e muitos anos eu não tinha ficado nessa situação. Todas as ideias, ideais, supostas certezas e fatos passaram a flutuar sem base alguma para se justificar como existentes ou mesmo ainda uma base para aterrizar.
O mundo realmente estava sendo mostrado em seu pior lado, quando já estamos convencidos de que ele não vale a pena e que está tudo perdido para ser recuperado e nada, mas nada mesmo compensa e deve ser salvo. Era algo para se dizer: Meu Deus, o mal existe!
Mas que bom, que hoje estou bem melhor. E eu já salvaria algumas pessoas, rs, mesmo estando contaminadas, enfim, no mínimo tentar salvá-las. E não estou julgando elas, falo das tristes.
Salva-las de quê?
De viverem a margem da vida, sem conhecer nem um pingo de felicidade, quando a luz já se apagou e nada faz essa luz voltar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário