sexta-feira, 16 de julho de 2010

A vida, o Universo e Você! (parte 2)

ATENÇÃO: Não leia este post se você ainda não leu a parte 1
Mas porque não posso ler diretamente esse?
Porque iram faltar os conceitos já discutidos na parte 1 e além disso é bom ler o anterior para pegar o "fio da meada".

No post anterior:
"... Se felicidade se constrói, nós pensamos assim: -Nossa! Como vou ser feliz!. E então lembramos do passado e pensamos: -Nossa! Como fui feliz. Mas no exato momento? No exato momento estamos neutros. Por exemplo, num momento que consideramos feliz é porque armazenamos no cérebro e analisamos: -Fui feliz? Só que isso é automático, a gente nem vê no consciente, o cérebro apenas terá a sensação: -Tô curtindo!

Então o que é ser feliz? É pensar que é! Sim, claro! Se a vida nos deu o poder de se iludir, é isto que fazemos!
Então se não pode ser feliz: Iluda-se! Diga: -Eu sou feliz! E aí? Está feliz agora?...Pois é, acho que somos um grão de areia infeliz, e a nossa frente existe um mar de felicidade. Iremos para o mar?

Acho que não, estão todos os outros grãos aqui conosco, formamos a areia. Além disso o mar é perigoso, posso me afogar!
Mas podemos sonhar que um dia estaremos nele, navegando!
Você arriscaria? Ele é desconhecido!..."





... continuação da parte 1


E porque tudo isso? Não pode ser assim? Eu agora estou feliz! Não é assim que funciona. Pois é meu amigo, grande chance de funcionar exatamente assim, e tudo isso vem de uma coisa que nos incomoda desde que tomamos conhecimento que ela existe: "morte". Nós temos um sistema de negação, que é como ficasse todo o tempo nos dizendo: -Você não vai morrer, morte não existe. Um exemplo: Se você está em um momento que considera feliz e de repente lembra: -Eu não vou ter isso pra sempre! Logo você emite uma pequena chamada para o sistema que fica falando pra você que morte não existe e de leve, mais bem de leve mesmo, você pode sentir uma pontada de depressão. Claro que se já tiver com depressão, esta pontada vai ser maior.

Vou chamar esse sistema que nós ficamos dizendo para nós mesmos "morte não existe" de "força psíquica". Então se temos uma vida maravilhosa, temos que ter uma força psíquica maior, para negar mais, porque precisamos saber que tudo aquilo ali que estamos vivendo é pra sempre. Imagina, Michael Jackson em seu parque de diversões, Neverland, com as pessoas que possam ser as que estavam eu seu sonho, vivendo a vida que queria, sem se preocupar, fazendo o que gosta, ele tinha o que queria, porém, quanto tempo isso vai durar?

Michael Jackson tinha seus problemas, seu problemas de saúde e conscientemente sabia que tudo aquilo que ele tinha não ia durar, imagina o tamanho da força psíquica necessária para negar que tudo aquilo iria acabar? Logo a realidade começa a misturar com o sonho, e com o virtual, logo a parte ruim da realidade começa a se misturar no sonho e logo se vê a complexidade que começa a se formar, mas, esse é um assunto para capítulos lá no futuro.

Tudo bem, agora sim, vou juntar tudo o que eu disse:

Algumas pessoas não tem essa força psíquica tão forte e além disso não tem tanto poder de iludir-se, elas podem até parar de sonhar, essas pessoas precisam de uma ajuda externa, precisam de uma doutrina que lhes digam como ser feliz. E quando essa doutrina é a base delas você não pode chegar e contestá-las, isso vai ferir os princípios dela, vai contra o que ela acredita, contra os sentimento que ela tem e ela irá defender-se como se uma simples crítica fosse uma agressão física.

Não há o que dizer quanto o modo que Jesus nos ensinou, é uma maneira ótima de se viver. E além disso toda a ideia de vida após a morte, da ajuda mútua, da possibilidade de uma vida eterna soa bem e confortável, então pra que fugir de algo que é mensuravelmente bom, agradável e confortante, tendo estas 3 coisas já é possível sonhar e ser feliz, não é?

Mas e no caso dos afrontes as doutrinas? Jesus não diz nada sobre isso, não existia religião naquela época, se as pessoas usassem só a vida dele para a base seria melhor, porém existe o antigo testamento e o "conselho" de cada religião, que julga e usa conceitos seguindo os seus próprios "medos" e não necessariamente o que está escrito na Bíblia e no Alcorão. E aí então, eles fortificam a doutrina com trechos destes livros. Esse medo inconsciente que eles sentem é o medo do "novo", é o medo dos homossexuais, das pesquisas científicas para descobrir a origem do universo, das evoluções que vão contra leis da igreja, das pequisas com células tronco, entre outras coisas. E você pode analisar o passado e ver que nem é só isso que as Igrejas condenam e sim muitas outras condutas, assim como escrever sobre o que eu estou escrevendo, assim como tentar descobrir alguma resposta sobre a vida, o universo e tudo mais.

Se não tivermos algo novo em nossas vidas, não há evolução, não há aprimoramento e ficamos sempre em nossa rotina com alguns momentos felizes que acontecem uma hora ou outra. É preciso SUPERAÇÃO, está aí um dos segredos para ser feliz, só superando a si próprio é que se evolui, aprimora, aprende e erra.

O erro, sim o erro é importante, é preciso aprender com eles. É preferível errar e ter aprendido do que não errar e ficar sem aprender, ficar no mesmo.

Outro segredo de conseguir alegria é ajudar o próximo, quando você ajuda, quanto mais desinteressada for essa ajuda, mais alegria recebe seu coração. É importante saber também que não existe ajuda 100% altruísta, sempre no mínimo, existe um interesse, por exemplo, você quer se sentir bem e por isso ajuda.

...continua na parte 3

Nenhum comentário: