Vejo São Paulo como a cidade do culto ao Ego, todos muito bem vestidos, cheio de relações importantes, jeitos de viver alternativos, rejeitando olhares, confiantes de si, mas muito pobres de espírito. Todos ali competindo por um lugar ilusório, por um pódio, que na verdade ele nem existe, porque o prêmio é tão ilusório quanto a ideia de que ele exista.
Pessoas que mais tarde descobrem que o encontro com a natureza é ótimo, que a vida é ótima no interior, que elas podem supostamente estarem sobrevivendo e não vivendo, mas pra que dar braço a torcer? "O Diabo Veste Prada" e todo mundo quer ser daquela forma.
O Ego prevalece, sociabilidade sem compromisso, ser social, amigável, bem visto, porém sem compromisso com ninguém, sem se esquentar com ninguém, uma maneira egoísta e egocêntrica de pensar, e quase nunca estão errados, e quase nunca é orgulho, e quase sempre tudo pode ferir a honra. Humildade? Sim, falta.
E o povinho pobre nas calçadas? Eles têm alguma chance? Só devem sobreviver, até terem um ato nobre de quererem mudar de vida. É necessário muita força de vontade, muita mesmo. E também, ajuda.
São Paulo capital é uma cidade do desprezo. Pessoas andam lado a lado, não se cumprimentam, criam laços estranhos, mas nada é tão firme, nada é tão recompensador, sem existe medo, desconfiança e decepção.
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