e tornar cético para negatividade ajudou-me muito tempo, mas quando se cai um tombo grande e fica difícil se levantar realmente parece que algo encostou na gente, é hora de fugir por um tempo das coisas de "mau agouro". Livros, sites, músicas que falam sobre coisas negativas, que estão desenhando o mal, que estimulem raiva, que estimule medo, que estimule vazio. Porque realmente não te ajudam a se levantar, apenas a te conservar ali, num ponto parado e você acaba se acostumando.
Aos 11 anos conheci o que era o mal de verdade, algo horrível que não vou contar aqui.
Lá pelos 14 anos, já superado, primeiro emprego de carteira assinada, 89 fm era a rádio rock. Tudo começou com músicas rock, Ramones, Iron Maiden, Metallica e outros mais pesados e menos pesados. A influência rock caiu sobre minha vida.
Bom na verdade eu aceitei a influência muito bem porque minha mãe ouvia The Cure, U2, Madonna, Cindy Lauper, A-Ha, Tears For Fears e outros anos 80 desde que eu era pequeno, eram canções inclusas em novelas, minisséries, mas voltemos aos 14 anos.
Me lembro da época em que escutava Pink Floyd - The Wall todos os dias, e ia dormir sempre escutando Hey You, angustiáva-me com Confortably Numb, como se não houvesse mais chance, como o "não tem solução" fosse algo determinado, era muito triste, os dias se passavam e cada vez mais eu me acostumava com toda tristeza, meus amigos em drogas, aventuras perigosas, matando aula, o mundo decaindo, gente me traindo, cada vez tudo foi indo pra baixo, presenciando ataques causado por drogas (talvez por isso eu tenha me mantido com medo disso), amigos indo embora (sim, ele se foi, teve coragem de se enforcar na casa da vó, me deixou dois CD, um do Ozzy Ousborne e um do Rush, músicas que curtíamos na época, CD que seriam vendidos com certeza para mais drogas).
Aí então vieram as músicas do Legião Urbana, puxa que fase, só que depois da era Rock no ensino médio a era Legião Urbana/The Doors/Ramones me deu uma outra surpresa, a primeira decepção amorosa. Tudo bem, bastou 1 ano e pouco para superar. Só que The Doors e sua loucura foram sacrificados por isso, até hoje as lembranças vem a mente, bom, hoje esse som não me faz falta.
Segui minha vida para o trabalho e mais nada além dele, em paralelo ia estudando música, comecei no teclado do computador, comecei violão com um amigo (que no Liceu me emprestava os CD do Legião), voltei para o teclado/piano e segui para a faculdade.
Após um bom tempo o que aprendi foi que é necessário um exílio destas coisas, e também dos pensamentos que atormentam, más lembranças, "filminhos mentais" e todo um bolo de coisas que o cérebro é capaz de ficar martirizando isso na mente. Porque isso só mantém você no lodo.
Para acabar com esse filminhos/vozes/tormentos a auto observação é importantíssima, aprendi que basta ficar sondando o que você está pensando, e quando perceber algumas destas coisas (filminhos, lembranças, brigas, etc) basta pedir para que elas sejam destruídas, que sejam desintegradas, usando o um nome divino que você goste. Quanto mais você treina, mais você consegue.
O mesmo vale para inveja, ciúmes, e os 7 pecados capitais, enfim, tudo que seja mal. Descobri que o mal mora em nós quando nós estamos manipulados por estas personas do Ego.
No final sobra só você, em paz. E sua vida começa a melhorar. Sua vontade volta e você começa a contagiar as pessoas com otimismo. Enfim, eu deixei de me sentir um lixo e comecei a me sentir útil.
Isso foi muito importante pra mim.
Não quer dizer que tenha me convertido, mas encontrei um Deus muito além do Deus que é pregado por aí.
Nenhum comentário:
Postar um comentário